Monumento Votivo Brasileiro

Monumento Votivo Brasileiro

No dia 02 de novembro ocorreu na cidade italiana de Pistóia a Commemorazione Caduti Brasiliani a Pistoia: uma homenagem prestada pelas autoridades italianas aos militares brasileiros mortos durante a II Guerra Mundial.

Dos 25.334 soldados que deixaram o Brasil para lutar na Europa, 467 não voltaram. Tombaram em combate nas montanhas dos Apeninos, região montanhosa da Itália central, onde se travaram inúmeras batalhas sangrentas entre as tropas brasileiras e as tropas nazistas que controlavam a área. Em memória a estes heróis nacionais, foi fundado em 1945, nas cercanias da cidade toscana de Pistóia, na Itália, um cemitério militar brasileiro.

O cemitério militar brasileiro em Pistóia deixou de guardar os restos mortais dos soldados brasileiros ainda na década de 50, quando foram transladados para o Monumento Nacional aos Mortos na II Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

No lugar onde ficava o cemitério, foi erguido um monumento votivo, onde  periodicamente são realizadas cerimônias com a presença de autoridades civis e militares italianas. (veja o vídeo)

 

Pergunta-se: E nós brasileiros? O que fazemos pela preservação da memória dos nossos patrícios da FEB?

No Dia da Vitória, 08 de maio, procure verificar pelos jornais ou pela internet a agenda dos líderes dos EUA, Rússia, Alemanha, Itália, França, Inglaterra. Invariavelmente estarão prestando homenagens aos seus combatentes em um cemitério militar. Já no Brasil, esta mesma homenagem, realizada no Monumento Nacional aos Mortos na II Guerra Mundial, sequer aparece na mídia. Até porque se resume a uma cerimônia quase que exclusivamente prestigiada por militares. Diante desse fato, ressalta-se o verdadeiro abismo cultural, cívico e patriótico que nos separa das grandes potências, e não custa lembrar o ditado: “Conspira contra a própria grandeza o povo que não cultua os seus feitos históricos”.

15 respostas »

  1. Todo filho tem em seu pai a figura de um herói e nós filhos de ex pracinhas da FEB temos o orgulho de dividir o nossa pai herói com o mundo e em homenagem ao meu saudoso pai Archimedes Alves me dei a missão de visitar as terras italianas por onde ele passou naquela missão árdua de combate à tirania do nazi-facismo, em especial a esse Monumento Votivo em Pistóia, uma experiencia emocionante e fantástica.

    A começar, antes mesmo da chegada, pois no caminho quando me vi meio perdido, parei num posto de combustível e me dirigi à lojinha do posto para pedir informações e quando me identifiquei como filho de ex-combatente brasileiro o senhor que me atendia tirou o seu boné em reverência dizendo “seja bem vindo em nossas terras que também são um pouquinho de vocês brasileiros” lagrimas correram dos meus olhos como agora quando escrevo esse relato.

    Não parou ai, quando já no monumento, tive o prazer de conhecer o administrador do monumento o Sr. Mario Pereira Filho cujo pai foi o pracinha brasileiro que ficou na Itália como guardião do cemitério dos brasileiros, igualmente foi acolhido com muita reverencia e respeito.

    Mario me contou um pouquinho da história do monumento, da vida dele lá e do respeito dos italianos pelas tropas brasileiras e que até hoje todo 8 de maio a cidade tem seu desfile em homenagem ao fim da guerra onde sempre são lembrados os soldados brasileiros, com visitas de moradores e autoridades ao monumento.

    Recomendo a todos que tiverem a oportunidade de estar em Florença a dar uma escapadinha até Pistoia, não se gasta mais de 2,5 horas vale a pena.

    Fernando Braga jfbragaa@me.co

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      • Eu sou sobrinha de Valdomiro Coelho, pracinha da Força Expedicionária Brasileira. Estou procurando notícias dele. Minha mãe Ruth Coelho morreu em 1984 desejando muito saber o que aconteceu com ele. Se tiver alguma informação favor fazer contato vai e-mail.
        Desde já agradeço.

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  2. Em julho último visitei o monumento em Pistóia, estava acompanhado de minha esposa e meu filho, à eles transmiti a emoção de poder prestar humilde, sincera e profunda reverencia aos que alí deixaram seus nomes. Lamentavelmente raros são os jovens que recebem conhecimento suficiente para sentirem honra e orgulho de serem brasileiro; assim como voces, tento transmitir aos que estejam proximo, um pouco de história que talvez possa leva-los à emoção ao ouvir e cantar nosso Hino.

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  3. Meu tio Waldomiro Coelho com apenas 16 anos na época foi para a Itália e nunca mais voltou. Como era menor de idade nossa família desconfia que ele se alistou com nome e idade não verdadeiros. Desde o final da guerra que minha mãe Ruth Coelho vem buscando notícias de meu tio. Em 1984 ela faleceu em meus braços e me fez um último pedido, saber o que aconteceu com meu tio. Tenho procurado em todo canto, mas nunca tive sucesso. Se alguém tiver qualquer notícia por favor me contate. Sei que minha mãe não está mais entre nós, mas o seu pedido me atormenta, pois sinto que estou em falta com ela. sandrasaleti.cre@gmail.com

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  4. Lamentável… na minha cidade, Bragança Paulista, temos um monumento aos pracinhas bragantinos (cerca de 50 nomes gravados em gratino), e anualmente ocorre uma cerimonia na praça onde se localiza o monumento com a presença de sobreviventes e autoridades.

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  5. Publiquei no começo do ano o romance “Pistóia, Quadra 28”, sobre o assunto. Sou Oficial de Marinha (retirado) e interessado no assunto. O livro está a disposição através do e-mail paivap50@bol.com.br
    Atenciosamente,
    Paulo Paiva

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  6. O Monumento Votivo Brasileiro nunca receberá a visita de um presidente nosso enquanto os petralhas e afins estiverem no poder. No entanto a Sra. Dilma depositou flores no monumento de Cuba, em Havana!

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  7. O Monumento Votivo Brasileiro nunca receberão a visita de um presidente nosso enquanto os petralhas e afins estiverem no poder. No entanto a Sra. Dilma depositou flores no monumento de Cuba, em Havana!

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  8. Muito linda a Homenagem aos Soldados Brasileiros Mortos em campos de combate, no Monumento em Pistóia na Itália, no Dia de Finados.

    Lá os nossos “Pracinhas” são homenageados mas no Brasil a memória dos valentes soldados é esquecida pelo povo e pelas autoridades constituídas… Infelizmente.
    Forte abraço.

    Zenaide Duboc

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