História da FEB

Guerreiros da Liberdade

Os brasileiros vivenciaram inúmeros episódios de bravura e superação ao longo dos seus 200 anos como país independente. Poucos foram tão emblemáticos quanto o da participação da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial.

Durante a primeira metade dos anos 1940, o planeta foi palco de uma batalha política, militar e ideológica, entre duas vertentes ferinamente rivais: os regimes democráticos e os totalitários — e o Brasil oscilava entre os dois polos. Embora fosse oficialmente uma república, a nação estava imersa na ditadura do Estado Novo, tendo sido golpeada com violência tanto pelo totalitarismo comunista (1935), quanto pelo nazifascista (1938). As perspectivas eram pouco alvissareiras.

Nossa Divisão Expedicionária embarcou para a Itália cercada de ceticismo quanto ao sucesso da empreitada, pois jamais uma tropa sul-americana lutara no solo do Velho Mundo — e muito menos contra a temida máquina de guerra de Hitler. Até que o improvável aconteceu. A campanha vitoriosa da FEB ajudou a colocar um ponto final na opressão vigente na Europa. E aqui não foi diferente: Getúlio Vargas foi deposto poucos dias após o retorno do último escalão da FEB. Os pracinhas assinaram com o próprio sangue a carta de alforria de italianos e brasileiros.

Contudo, o totalitarismo não foi exterminado como deveria. Novas cepas do vírus original contaminaram o Ocidente, portando estandartes tão sibilinos quanto falsamente humanitários. Escoram-se no cientificismo que lhes serviu de berço no século XIX, voltando à carga no século XXI sob doutrinas políticas e filosóficas materialistas que desprezam o ideal de sujeição do Estado ao povo, consagrado na Revolução Americana. Refutam a noção de que os homens são iguais, criados à imagem e semelhança de Deus, alimentando sectarismos baseados em contendas irreconciliáveis entre raças e classes sociais. Fracionam a sociedade em grupos antagônicos, onde o direito à vida e à liberdade de opinião, expressão e religião, são progressivamente suprimidos.

No seu bicentenário como nação livre, novamente o Brasil chega a uma encruzilhada onde terá de escolher entre o caminho da democracia e o do autoritarismo. Nesse momento crucial para o futuro do País, convém não olvidar a luta dos nossos febianos: os Guerreiros da Liberdade.

Que o sacrifício deles não tenha sido em vão!

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