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Não há países amigos, mas interesses comuns

John Foster Dulles

Eis a famosa frase do 52º Secretário de Estado dos Estados Unidos da América durante a Guerra Fria, que sintetiza com perfeição o núcleo da relações Brasil-EUA durante a Segunda Guerra Mundial — válida para os dias atuais.

Antevendo a proximidade de uma ação militar japonesa no Extremo Oriente, o governo dos EUA ordenara em 1941 o acúmulo de grande estoque de borracha. Não obstante, o esforço de guerra rapidamente consumia as reservas. Um único bombardeiro pesado exigia 828 kg da preciosa seiva vegetal na sua fabricação.

A avassaladora ofensiva nipônica alarmou os gabinetes de Washington, visto que 90% das áreas produtoras de borracha natural do planeta caíram em poder de Tóquio. Seria impossível vencer a guerra sem o suprimento adequado desse material estratégico para atender às necessidades industriais militares. O látex extraído dos seringais amazônicos — especialmente, da Hevea brasiliensis — tornou-se um bem precioso demais nas mãos de uma nação que cismava manter sua neutralidade.


Nem a Alemanha nazista, nem a Itália fascista ou o Império do Japão estiveram no topo das prioridades militares dos EUA em dezembro de 1941. O primeiro alvo na mira dos Estados Unidos em guerra foi o Brasil.

Em 21 de dezembro, o Gabinete Conjunto da Marinha e do Exército ordenou ao comandante-geral da Força Anfíbia da Frota do Atlântico a confecção de um plano para “conquistar e ocupar o Norte-Nordeste brasileiro”, que recebeu o nome-código Rubber Plan (Plano Borracha).

Belém, Fernando de Noronha, Fortaleza, Natal, Recife e Salvador seriam objetivos tomados à força pela 1ª Divisão de Fuzileiros Navais, numa campanha dividida em quatro fases:

  1. Conquista, ocupação e defesa da área de Natal (Fortaleza, Natal e Recife).
  2. Conquista, ocupação e defesa da área da Bahia (Salvador).
  3. Conquista, ocupação e defesa da área de Belém (Pará).
  4. Extensão do controle para o restante do NE.

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A documentação foi obtida mediante pesquisa no National Archives (EUA), para a produção do livro Guerreiros da Província: a jornada épica da Força Expedicionária Brasileira

Guerreiros da Província

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