História da FEB

A Origem da Cobra

O símbolo da FEB, a cobra fumante, é algo capaz de render um livro, tamanho o número de versões que envolve sua origem e supostos idealizadores.

Uma das versões foi contada pelo general Senna Campos, em seu livro “Com a FEB na Itália: páginas do meu diário”, SGEx, Rio de Janeiro, 1970. Senna Campos foi o chefe da 4ª Seção da Divisão Brasileira durante a guerra. Seu livro, pouco divulgado, oferece suas valiosas experiências como oficial responsável pelo apoio logístico dos pracinhas. O oficial conta que em 25 de setembro de 1944, por ocasião da visita de Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra, ao teatro de operações, aconteceu o seguinte:

Durante um almoço, no refeitório do V Exército, O general Mark Clark presenteou os oficiais da comitiva brasileira o símbolo da sua Grande Unidade. Na oportunidade, disse ao general Mascarenhas de Moraes que “a Divisão Brasileira era a única das Grande Unidades do seu Exército que não tinha um distintivo, pois só usávamos escudo como nome ‘Brasil’, no braço esquerdo. Soube da Lenda da ‘Cobra Fumando’ e achou interessante esse motivo para distinguir a nossa tropa”.

Ainda, segundo Senna Campos, o general Mascarenhas ordenou que ele apresentasse um projeto de distintivo com o motivo sugerido. “Desenhei, em retângulo, um a cobra com duas voltas, fumando cigarro, em cor verde. Sobre fundo amarelo, tendo na parte superior do retângulo faixa azul com a inscrição ‘Brasil’, em branco. Tínhamos apresentado as cores da nossa bandeira. Para que tudo sobressaísse, debruei o retângulo de vermelho, porque sempre foi a cor de minha preferência”.

Ponderações de vários camaradas fizeram com que o cigarro fosse substituído pelo cachimbo, porque diziam representar mais agressividade, segundo a lenda criada. Mais tarde, para facilidade de confecção, a cobra ficou com uma só volta. O distintivo foi apresentado ao Comando Americano, e foi grandemente apreciado, porque estavam irmanadas, casualmente, as cores da bandeira brasileira e americana. Pediu-se ao Brasil a remessa de distintivos para todo o efetivo, mas nada foi feito. No final da guerra, o serviço de Intendência descobriu em Milão uma estamparia que fez o número necessário de distintivos em metal, como os quais a tropa desfilou no Rio de Janeiro.

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