
A partida do herói
A partida recente do tenente-coronel Nestor da Silva (1917-2026), veterano da Força Expedicionária Brasileira, representou mais um duro golpe para todos aqueles que compreendem o valor da história, da honra militar e do legado da FEB.
Sua trajetória foi marcada pela atuação na tomada de Montese, como sargento do 11º Regimento de Infantaria, em abril de 1945. Nestor foi um daqueles que serviram à Pátria quando ela mais precisou.
A morte de um homem dessa estatura nos convida à reflexão. Nos momentos de despedida afloram discursos emocionados, homenagens apressadas e manifestações públicas de admiração.
No entanto, a verdadeira reverência aos nossos veteranos não se faz apenas com palavras pronunciadas diante de uma perda. Ela se constrói diariamente, no esforço de preservar a memória, de divulgar a história e combater o esquecimento.

Memória e hipocrisia
Há uma diferença profunda entre homenagear um legado e apenas aproveitar-se dele. A memória febiana não precisa de admiradores ocasionais em busca de holofotes acesos. Precisa de defensores permanentes, dispostos a trabalhar quando não há aplausos, reconhecimento ou visibilidade.
Em diversas cidades, como em Juiz de Fora, monumentos dedicados à FEB estão sendo vilipendiados por políticos interessados em manipular a história pátria, sob o silêncio omisso daqueles que deveriam protegê-los.
Da grande e velha imprensa nada há a ser dito — continua a mesma. Porém, até mesmo websites e perfis de mídias sociais, especializados em assuntos militares e “febianos”, fazem vista grossa e até se recusam a compartilhar as denúncias da destruição da memória da FEB.
Os covardes e hipócritas receiam causar danos à carreira. Temem perder seguidores. Imagina-se como se comportariam sob pesado fogo inimigo, tal qual o herói que se foi. Nós sabemos quem eles são!
Que a lembrança do TC Nestor sirva não apenas para celebrar a sua vida, mas também para nos questionar sobre o que estamos fazendo, concretamente, para manter viva a história daqueles que nos antecederam.
Afinal, dignificar os nossos veteranos — os legítimos veteranos — não se resume na homenagem protocolar de velórios e notas de pesar, mas na preservação da memória dos seus feitos.
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Foto colorizada, com auxílio de IA, por nosso perfil.




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