
20 perguntas comuns acerca da Campanha da FEB
Esta página tem o objetivo de responder a algumas das principais dúvidas do público quanto à história da Força Expedicionária Brasileira (FEB). As respostas estão acompanhadas por sugestões de posts que as esmiuçam em pormenores.
- Por que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial?
- Por que a FEB foi enviada à Itália?
- Quantos soldados a FEB enviou para a Itália?
- Quantos brasileiros morreram na Segunda Guerra Mundial?
- O que significa “A cobra vai fumar”?
- Quem eram os pracinhas da FEB?
- De quais batalhas a FEB participou?
- Quais foram os principais comandantes da FEB?
- Qual era o armamento do pracinha?
- Onde a FEB combateu na Itália?
- Qual foi o papel do Brasil na Segunda Guerra Mundial?
- Qual foi a importância da Batalha de Monte Castello?
- Qual a importância do Brasil na Batalha do Atlântico?
- Qual é o símbolo da FEB?
- Existem veteranos da FEB vivos hoje?
- Onde estão enterrados os soldados da FEB?
- Quem foram as enfermeiras brasileiras na guerra?
- Como descobrir se o meu avô (ou bisavô) lutou na FEB na Segunda Guerra Mundial?
- Quais são os principais livros sobre a História da FEB e do Brasil na Segunda Guerra Mundial?
- Quais foram as medalhas entregues aos pracinhas da FEB?
1. O que foi a Força Expedicionária Brasileira (FEB)?
A Força Expedicionária Brasileira foi a tropa criada pelo governo do Brasil, em 9 de agosto de 1943, para lutar na Segunda Guerra Mundial. Combateu no Teatro de Operações da Itália durante os anos de 1944 e 1945. Compunha-se de uma Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE) e órgãos não-divisionários, totalizando 25.445 homens e mulheres (1.624 oficiais, 23.693 praças e 128 elementos diversos).
A história das origens, organização, treinamento e ações de combate da FEB, até 31 de outubro de 1944, consta em minúcias no livro Guerreiros da Província: a jornada épica da Força Expedicionária Brasileira.
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2. Por que o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial?

Na análise de qualquer fato histórico, cabe considerar as razões profundas e as imediatas. As imediatas correspondem ao estopim ou evento pontual que desencadeia o acontecimento. Já as razões profundas (ou estruturais) dizem respeito ao conjunto de causas políticas, econômicas e sociais de longo prazo que criaram o terreno fértil para o evento. Segue um resumo das razões que levaram o Brasil a participar da Segunda Guerra Mundial.
a. Razões profundas
- Posição geostratégica do território brasileiro.
- Fornecimento de borracha.
- Pressão política e diplomática do governo dos Estados Unidos.
- Interesses políticos e pessoais do presidente Getúlio Dorneles Vargas.
- Rompimento das relações diplomáticas pelo governo do Brasil com os governos da Alemanha e da Itália, em janeiro de 1942.
- Ações de submarinos do Eixo nas proximidades do litoral brasileiro e contra embarcações em águas internacionais.
- Divulgação internacional da propaganda brasileira do ataque a submarinos do Eixo por uma aeronave dos EUA, com tripulação nacional em treinamento.
Posts de referência
- Rubber Plan: a Invasão do Brasil
- Caminhos Sinuosos
- Ameaças Nazistas em 1942
- Karl Ritter: o Embaixador Nazista
b. Razões imediatas
- Torpedeamento de navios mercantes e de transporte de passageiros nacionais no litoral do Nordeste, em agosto de 1942.
Posts de referência
- Ataques na Costa Brasileira
- Harro Schacht: um capitão na encruzilhada da guerra
- O Carrasco do Brasil
3. Por que a FEB foi enviada à Itália?

a. Razões profundas
- Reconhecimento do Estado de Beligerância do Brasil com a Alemanha e a Itália, em 22 de agosto de 1942. Em 31 de agosto, foi declarado o Estado de Guerra em todo o território nacional. Ao contrário do descrito pela historiografia do tema, conforme a documentação do Arquivo Histórico do Itamaraty, não houve declaração formal de guerra do Brasil à Alemanha ou à Itália.
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b. Razões imediatas
- Acordos firmados entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos da América.
- Crise diplomática entre a Argentina e os Estados Unidos.
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4. Quantos soldados a FEB enviou para a Itália?

Ao todo, foram enviados 25.445 brasileiros para Itália; entre eles, 1.624 oficiais, 23.693 praças e 129 elementos diversos (militares estrangeiros, militares de outras Forças e civis).
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5. Quantos brasileiros morreram na Segunda Guerra Mundial?

O Brasil lamentou 1.895 mortos por ações diretamente vinculadas à Segunda Guerra Mundial, sem contar os falecidos durante as atividades preparatórias e treinamentos dentro e fora do País.
a. Exército Brasileiro
A Força Expedicionária Brasileira registrou 443 mortos durante o conflito (364 em ação, 60 acidentados, nove por doença e 10 por outros motivos). Além desse montante, em dezembro de 1945 havia 27 militares extraviados em combate, ainda não apresentados. Fora desse cômputo, há o caso especial de um soldado que não retornou da Itália, mas que não consta em qualquer relação de mortos ou desaparecidos.
b. Força Aérea Brasileira
O 1º Grupo de Aviação de Caça teve oito pilotos mortos durante a Campanha da Itália.
c. Marinha do Brasil e Marinha Mercante
Houve 1.443 brasileiros mortos devido a ataque contra embarcações nacionais durante a guerra. Desse total, constam 972 mortos ou desaparecidos na Marinha Mercante (470 tripulantes e 502 passageiros). A Marinha de Guerra perdeu 486 homens (15 embarcados em navios mercantes). Dados colhidos na História Naval Brasileira, Quinto Volume, Tomo II, Ministério da Marinha, Serviço de Documentação Geral da Marinha (1985).
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6. O que significa “A cobra vai fumar”?

“A cobra vai fumar!” era uma expressão popular comum no Brasil dos anos 1940, indicando que algo excepcional estava para acontecer. Há versões que a imputam a diferentes origens. Uma das mais críveis remete a artistas de rua, encantadores de serpentes na Praça da Sé e arredores, no centro da cidade de São Paulo. Os camelôs utilizavam jiboias em caixas de madeira durante as apresentações, fingindo colocar um cigarro na boca do réptil e depois gritavam: “Daqui a pouco a cobra vai fumar!”, para criar o clima de suspense antes de vender os seus produtos.
Tal expressão foi utilizada como sinônimo de que “A FEB vai embarcar”, inspirando a criação do distintivo da 1ª DIE. Inexiste origem confirmada do símbolo febiano, e as diferentes versões compõem um caso à parte na rica história da expedição nacional.
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7. Quem eram os pracinhas da FEB?

“Pracinha” é o termo carinhoso dedicado aos integrantes da Força Expedicionária Brasileira.
No Exército Brasileiro, o termo “praça” possui origem anterior à criação da FEB. Atribuía-se o apelido aos soldados rasos que ingressavam na caserna: “sentavam praça”. Entretanto, na cultura nacional do início dos anos 1940, utilizava-se a palavra “pracinha” — única e exclusivamente — para designar um espaço de lazer público de pequena dimensão.
A maior parte dos jornais brasileiros passou a empregar o termo entre o final de dezembro de 1944 e início de 1945, colocando-o entre aspas. O correspondente de guerra Rubem Braga o utilizou pela primeira vez em artigo do Diário Carioca, em 31 de outubro de 1944: “O brasileiro é o ‘pracinha’ “, esclareceu Braga ao leitor, diferenciando o soldado nacional dos americanos (G.I.), ingleses (tommies) e dos franceses (poilu).
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8. De quais batalhas a FEB participou?

A FEB participou de inúmeros combates e batalhas de pequeno, médio e grande porte. As principais batalhas foram:
- Monte Castello
- Montese
- Castelnuovo di Vergato
- Collecchio-Fornovo di Taro
Posts de referência
- Milagre em Santa Anna
- O Destacamento FEB na Toscana
- Combates na Linha Gótica
- Reproduzindo os Campos de Batalha da FEB
- Fotógrafos de Combate na Segunda Guerra Mundial
- A Conquista de Massarosa, Camaiore e Monte Prana
- Monte Castello
- Monte Castello: Estratégias e Lições
- O Círculo de Fogo
9. Quais foram os principais comandantes da FEB?

- João Baptista Mascarenhas de Moraes – Cmt da 1ªDIE
- Euclydes Zenóbio da Costa – Cmt da Infantaria Divisionária da 1ª DIE
- Oswaldo Cordeiro de Farias – Cmt da Artilharia Divisionária da 1ª DIE
- Olympio Falconière da Cunha – Cmt dos Órgãos Não Divisionários
Posts de referência
- Mascarenhas de Moraes
- Cordeiro de Farias
- Mascarenhas de Moraes e o inimigo invisível
- Lições de Mascarenhas de Moraes
10. Qual era o armamento do pracinha?

O armamento utilizado pelos pracinhas compunha-se de armas individuais e coletivas, na quase totalidade correspondente à dotação das Divisões de Infantaria dos EUA. A exceção foi o fuzil principal utilizado pelos expedicionários: o Springfield 1903.
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11. Onde a FEB combateu na Itália?

A FEB combateu na região da Toscana e da Emilia Romagna, com ações na região da Lombardia e Piemonte ao final da Campanha.
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12. Qual foi o papel do Brasil na Segunda Guerra Mundial?
O Brasil teve um papel importante na Segunda Guerra Mundial nos campos econômico, político e militar.
No campo econômico, o país forneceu matérias-primas estratégicas aos Aliados, como borracha, minério de ferro e alimentos, além de fortalecer sua indústria com investimentos ligados ao esforço de guerra. A construção da Companhia Siderúrgica Nacional foi um dos resultados desse período.
Politicamente, o governo de Getúlio Vargas aproximou-se dos Estados Unidos, permitindo o uso de bases aéreas no Nordeste brasileiro, fundamentais para o transporte de tropas e suprimentos pelo Atlântico Sul. Essa aliança aumentou a influência internacional do Brasil no pós-guerra.
Militarmente, o Brasil combateu diretamente as Forças do Eixo após os ataques de submarinos alemães a navios brasileiros em 1942. A Força Expedicionária Brasileira enviou cerca de 25 mil soldados para lutar na Itália, participando de batalhas decisivas contra tropas alemãs e italianas. A Força Aérea Brasileira também atuou em missões de combate e apoio aéreo durante a campanha italiana.
Em 1944, o presidente Franklin Roosevelt escreveu uma carta a Vargas, sintetizando o valor da contribuição brasileira:
A História certamente registrará que o ponto de inflexão da guerra no teatro europeu foi coincidente com a ação de seu governo fornecendo bases e instalações, que contribuíram de maneira muito concreta para a campanha da África. Vargas e o povo brasileiro devem ter consciência do reconhecimento deste governo e do povo americano pela ajuda vital com que o Brasil contribuiu para a nossa luta comum contra as potências do Eixo.
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13. Qual foi a importância da Batalha de Monte Castello?

A Batalha do Monte Castello, juntamente com a ofensiva americana na região do Monte Belvedere, abriu o caminho para que o V Exército pudesse romper a linha defensiva alemã (Linha Genghis Khan) durante a Ofensiva de Primavera.
Posts de referência
- A Batalha do Monte Castello
- O Monte Castello e a Campanha da FEB na Itália
- O Jogo dos 5 erros
- Uma Batalha na Linha Genghis Khan
14. Qual a importância do Brasil na Batalha do Atlântico?
O domínio do Atlântico Sul foi essencial para o sucesso das operações militares Aliadas em vários teatros de operações. A chegada de homens e suprimentos no Oriente permitiu que os britânicos resistissem aos japoneses na Índia e na Birmânia. Na Rússia, auxiliou na contenção da ofensiva alemã no Cáucaso. No Egito, foi essencial para a derrota do Afrika Korps. A logística proporcionada pelas bases aeronavais instaladas no Brasil permitiu que fossem enviadas milhares de aeronaves para diferentes teatros de operações, além de possibilitar a caçada eficiente aos U-boote, aos navios-piratas e rompedores de bloqueio do Eixo.
A virada na maré na Batalha do Atlântico, a partir de 1943, foi o resultado de um somatório de fatores que incluem o desenvolvimento de radares aerotransportados sofisticados, a quebra dos códigos criptográficos do Comando de Submarinos alemão, e o progressivo fortalecimento da Força Naval Aliada. Contudo, a efetiva colaboração brasileira foi essencial para definir o epílogo do conflito a favor dos Aliados.
Segundo o renomado brasilianista Frank D. McCann, sem o uso das bases no Nordeste, a Segunda Guerra Mundial teria tido uma história diferente. O historiador naval Samuel E. Morison considerou a entrada do Brasil na guerra “como um evento de grande importância na história naval”. Sem isso, teria sido impossível fechar “os estreitos do Atlântico” aos navios alemães e japoneses que conseguiam se esquivar do bloqueio.
Posts de referência
- Operação Brasil
- Operação Brasil: o ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial
- Crossroads of War
15. Qual é o símbolo da FEB?

O símbolo da FEB é uma cobra estilizada fumando um cachimbo (houve diversas variações do modelo original, produzidas por costureiras italianas). O símbolo mescla as cores do Brasil e do V Exército dos EUA. Também há inúmeras versões que remetem à sua criação.
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16. Existem veteranos da FEB vivos hoje?
Segundo o website da Casa da FEB, em 1º de maio de 2026 haviam 22 veteranos da FEB vivos. O número atual pode ser conhecido acessando-se o link da referência.
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17. Onde estão enterrados os soldados da FEB?

Os restos mortais dos pracinhas da FEB, falecidos na Itália durante a Segunda Guerra Mundial, foram transladados para o Brasil em dezembro de 1960. Estão guardados no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial (Monumento aos Pracinhas), no Rio de Janeiro.
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18. Quem foram as enfermeiras brasileiras na guerra?

As enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira representaram um marco histórico para a participação feminina do Brasil em operações militares. Voluntárias, elas deixaram suas famílias e atravessaram o Atlântico para atuar nos hospitais de campanha na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.
Ao todo, 73 enfermeiras integraram o Serviço de Saúde da FEB, trabalhando ao lado de médicos brasileiros e aliados no atendimento aos soldados feridos vindos das linhas de combate. Enfrentaram jornadas exaustivas, frio intenso, riscos de bombardeios e a constante pressão dos hospitais militares em tempo de guerra.
Mais do que cuidar dos combatentes, essas mulheres romperam barreiras em uma sociedade ainda marcada por fortes limitações à presença feminina nas Forças Armadas. Sua dedicação, coragem e espírito humanitário transformaram as enfermeiras da FEB em símbolos de patriotismo e pioneirismo na história militar brasileira.
Lista das enfermeiras da FEB
- Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero
- Elza Cansanção Medeiros
- Altamira Pereira Valadares
- Antonieta Ferreira Villas Boas
- Antonina de Holanda Martins
- Bertha Moraes Nérici
- Carmem Bebiano
- Fausta Nice Carvalhal
- Graziela Affonso de Carvalho
- Heloisa Cecília Villar Mendes Franco
- Ignácia de Melo Braga
- Isaura Barbosa Lima
- Jacyra de Souza Góes
- Jandira Bessa de Meirelles
- Judith Arêas
- Juracy França Xavier Torres
- Maria Diva Campos
- Ocimara Ribeiro
- Regina Cerdeira Bordalo
- Zilda Arns de Oliveira
- Dirce de Oliveira
- Maria José de Lima
- Yolanda Costa e Silva
- Ruth Borges Teixeira
- Edith Guimarães
- Helena Ramos
- Haydée Guanais Dourado
- Lygia Pimentel
- Nair Barros
- Noemy Silveira Rudolfer
- Ondina de Paiva
- Olga Gusmão
- Olga Pinheiro
- Stella de Barros
- Wanda Horta
- Alayde Costa
- Beatriz Ramos
- Cecília Teixeira
- Célia Domingues
- Clarice Mourão
- Dalva Lins
- Dinah Silveira
- Elisa Moura
- Esther de Castro
- Eunice Caldas
- Francisca Bandeira
- Gilda Figueiredo
- Helena Bittencourt
- Hilda Souza
- Iolanda Barbosa
- Irene Cardoso
- Irma Tavares
- Ivone Martins
- Josefina Cardoso
- Laura Bastos
- Leonor Barreto
- Lourdes Ribeiro
- Lucília Guimarães
- Maria Antonieta Cruz
- Maria de Lourdes Moreira
- Maria Helena Fontes
- Marina de Andrade
- Nair Guedes
- Odette Pereira
- Olga Fernandes
- Rachel Haddock Lobo
- Ruth Guimarães
Enfermeiras ligadas ao 1º Grupo de Aviação de Caça (FAB)
- Isaura Barbosa Lima
- Ocimara Ribeiro
- Regina Cerdeira Bordalo
- Judith Arêas
- Maria Diva Campos
- Antonieta de Holanda Martins
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19. Como descobrir se o meu avô (ou bisavô) lutou na FEB na Segunda Guerra Mundial?
Basta baixar a relação a seguir, ou consultar o Banco de Dados da FEB.

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20. Quais são os principais livros sobre a história da FEB e do Brasil na Segunda Guerra Mundial?




25. Quais foram as medalhas entregues aos pracinhas da FEB?
Os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira receberam diversas condecorações brasileiras e estrangeiras por bravura, desempenho e serviços prestados durante a campanha da Itália entre 1944 e 1945.
Entre as principais medalhas brasileiras entregues aos expedicionários estavam:
- Medalha de Campanha
- concedida aos militares que participaram efetivamente das operações de guerra no exterior;
- Medalha de Guerra
- destinada aos militares que atuaram em operações militares durante o conflito;
- Cruz de Combate de 1ª Classe
- entregue por atos excepcionais de bravura em combate;
- Cruz de Combate de 2ª Classe
- concedida por destaque e coragem sob fogo inimigo;
- Medalha Sangue do Brasil
- concedida aos militares feridos em ação;
- Medalha Militar
- relacionada ao tempo de serviço e disciplina militar;
- Ordem do Cruzeiro do Sul
- em casos especiais para oficiais e personalidades militares;
- Medalha de Serviços de Guerra
- destinada aos que participaram diretamente do esforço militar brasileiro.
Já entre as condecorações norte-americanas recebidas por membros da FEB, destacam-se as seguintes:
- Bronze Star Medal
- uma das mais importantes medalhas militares dos Estados Unidos, concedida por heroísmo ou mérito em combate;
- Distinguished Service Cross
- entregue em casos raríssimos de extraordinária bravura;
- Legion of Merit
- destinada principalmente a oficiais Aliados que cooperaram com as Forças americanas;
- Presidential Unit Citation
- honraria coletiva concedida a unidades militares por desempenho excepcional em combate;
- Combat Infantryman Badge
- distintivo entregue a soldados de infantaria que participaram diretamente dos combates.
Algumas unidades brasileiras receberam homenagens coletivas importantes dos americanos após batalhas como Batalha de Monte Castello, Batalha de Montese e Fornovo di Taro.
Muitos pracinhas também receberam condecorações italianas, especialmente após a libertação de cidades ocupadas pelas forças nazifascistas.
As medalhas tornaram-se símbolos de reconhecimento ao sacrifício dos cerca de 25 mil brasileiros enviados ao front europeu. Atualmente, várias dessas peças históricas encontram-se preservadas em museus, coleções familiares e associações de veteranos da FEB.
Link de referência
Posts diversos
- Os 81 anos da Criação da FEB
- O papel aceita tudo
- O Maior Dia da Nossa História
- O “Lobo Solitário” no encalço da FEB
- A FEB e o Garand
- Artilharia Expedicionária
- A Batalha do Capistrano
- Roteiro da FEB na Itália (1)
- A Engenharia da FEB
- O Retorno dos Heróis
- O Embarque do 1º Escalão da FEB
- Primeira Missa da FEB em Nápoles
- O Primeiro Tiro de Artilharia da FEB
- Integração Racial na FEB
- Caserna Cabaneta
- Soldados Alpinos
- Medalhas dos EUA Entregues à FEB
- O Navalha em Domazzano
- A Queda de Getúlio Vargas
- Desfile da FEB no Rio de Janeiro
- Expedicionários de Sergipe
- Mitos da História da FEB
- Origem da Cobra Fumando
- Cartas Topográficas da FEB
- Revisionismo e História Militar
- Integração Racial na FEB
- Recebei-nos na Hora de Nossa Morte
- Quadrinhos da FEB

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