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O revolucionário

Oswaldo Cordeiro de Farias (1901-1981) foi o ilustre Comandante da Artilharia Divisionária da FEB. Gaúcho de Jaguarão, sentou praça com apenas 16 anos, ingressando na Escola Militar do Realengo em 1917. Foi promovido a 2° tenente em 1920 e a 1° tenente no ano seguinte. Ele vivenciou um dos períodos mais turbulentos da história brasileira, quando o autoritarismo e a corrupção da República Velha provocaram a revolta da população, em particular da jovem oficialidade.

Em 1924, integrou o levante tenentista no RS, comandando a seguir um dos quatro destacamentos da Coluna Miguel Costa-Prestes. Na vitoriosa Revolução de 1930, ajudou a colocar um ponto final no odiado regime.

Cordeiro de Farias na Coluna Miguel Costa-Prestes
Cordeiro de Farias durante a Coluna Miguel Costa-Prestes.
Cordeiro de Farias
Cordeiro de Farias, Comandante da Artilharia Divisionária da FEB, assinalado pelo círculo.

Getúlio Vargas levou ao poder os famosos “tenentes”, que gozavam de imensa admiração da opinião pública, e sua opção política mostrou-se acertada em virtude das sérias convulsões que viriam em seguida. Farias combateu com sucesso tanto a Intentona Comunista quanto a Integralista. Nomeado Interventor Federal no RS, promoveu intensa campanha contra a infiltração nazista no Estado. Foi o mais jovem general de brigada promovido pelo EB, com apenas 40 anos de idade.

“Eu queria ir para a guerra”

Em 1943, voluntariou-se para servir na FEB. “Eu queria ir para a guerra, era a alma do soldado que pedia”, declarou. Sua liderança foi fundamental para que a Artilharia Expedicionária tivesse um magnífico desempenho. Foi promovido a marechal e transferido para a reserva em 1965. Jamais um general do Exército esteve tanto tempo na ativa (23 anos).

O brioso oficial combateu todas as ameaças da sua época: das oligarquias perniciosas da República Velha aos comunistas de 1935 e 1964; dos integralistas tupiniquins aos fascistas e nazistas em solo italiano. Representou o legítimo “tenente”: militares de imensa coragem, idealismo e devoção à Pátria.

Em 1922, indignados com a tirania e as fraudes eleitorais, tenentes revoltosos assumiram o controle do Forte de Copacabana, recusando o ultimato de rendição, mesmo sob pesado bombardeio aéreo e naval.

Arriaram a Bandeira Nacional, rasgando-a em pedaços repartidos entre si, antes da derradeira luta num combate desigual. Dos tenentes que integraram o pelotão suicida, apenas dois sobreviveram (Siqueira Campos e Eduardo Gomes). Honraram o sagrado juramento à Bandeira com o sacrifício da própria vida.

Em tempos de sombrios — similares aos da República Velha —, importa a ação de homens como os da geração de Cordeiro de Farias.

Uma geração que se foi e, ao que parece, não deixou herdeiros.

"18 do Forte"
Fragmentos da Bandeira Nacional, colhidos no episódiuo dos “18 do Forte”, em exibição no Museu Histórico do Forte de Copacabana.

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7 respostas a “Oswaldo Cordeiro de Farias”

  1. […] quando tomou a palavra o General Cordeiro de Farias, que comandara a Artilharia da […]

  2. […] general Cordeiro de Farias, comandante da Artilharia Divisionária, montara um exercício simulando um ataque ao Rio de […]

  3. […] ajudou a colocar um ponto final na opressão vigente na Europa. E aqui não foi diferente: Getúlio Vargas foi deposto poucos dias após o retorno do último escalão da […]

  4. Avatar de robertogribel
    robertogribel

    Durval Lourenço Pereira, autor de vários livros ícones sobre a Segunda Guerra Mundial e mais especificamente sobre a participação brasileira no conflito, destaco a magnífica obra “Operação Brasil” como o mais completo e definitivo trabalho de pesquisa já publicado no Brasil sobre o assunto! Parabéns!!!!!!

    1. Avatar de DURVAL

      Muito obrigado pela gentileza, meu amigo. Forte abraço!

      1. Avatar de Claitoncvasconcelos@hotmail.com
        Claitoncvasconcelos@hotmail.com

        Boa noite. Meu pai participou de ima Patrulha para tomada de Monte Plano e Monte Castelo. Tenente Mario Cabral de Vasconcelos você sabe algo sobre meu pai herói?

  5. Avatar de Cassiano
    Cassiano

    Grandes homem fizeram a nossa história ser honrada!!! Hoje percebemos que não temos o mesmo brio e somos todos vendidos.

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