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Contraste Moral

Pelotão de Sepultamento da FEB
Enquanto soldados da FEB garantiam exéquias dignas até a inimigos, profissionais da Fiocruz negligenciam a dignidade de pequenos indefesos. Foto do Pelotão de Sepultamento da FEB honrando um companheiro tombado na Itália. Foto do Arquivo Nacional (Horácio Coelho) colorizada pelo nosso perfil.

O Pelotão de Sepultamento da FEB

Daqueles 25 mil soldados brasileiros que fizeram parte da FEB, houve um destacamento designado para recolher, identificar e sepultar os mortos nas batalhas: o Pelotão de Sepultamento (PS). Pouco conhecida, essa unidade foi criada em 4 de julho de 1944 e chegou à Itália em 9 de outubro do mesmo ano, acompanhando não só a retaguarda, mas também as incursões no front no Teatro de Operações do Mediterrâneo da Segunda Guerra Mundial.

Preocupados em cumprir sua missão de recuperar e resgatar os corpos dos soldados, os membros do Pelotão de Sepultamento eram a única ligação dos mortos com o mundo dos vivos. Em meio à guerra, o recolhimento de despojos fragmentados por ataques de morteiros, junto com pertences pessoais, era uma tarefa extremamente difícil — e a única capaz de possibilitar a comunicação da morte aos familiares e a realização dos devidos ritos fúnebres.

Respeito aos mortos

De fato, esse respeito não era exclusividade dos Aliados. Apesar das dificuldades impostas pelo recuo constante, tornou-se emblemático o episódio em que soldados alemães sepultaram três brasileiros com uma placa reconhecendo seu valor — o caso dos “Três Bravos Brasileiros”.

Jovens do Pelotão de Sepultamento da FEB despedem-se de um companheiro tombado na Itália. Foto do Arquivo Nacional (Horácio Coelho) colorizada pelo nosso perfil.

O caso FIOCRUZ

Hoje, de modo diametralmente oposto, vemos o triste caso envolvendo profissionais da Fiocruz no Instituto Fernandes Figueiras, no Rio de Janeiro. Uma inspeção do CREMERJ, realizada em 6 de abril, constatou a existência de 27 corpos de crianças armazenados em tambores, onde permaneceram por anos. Bebês entre 508 e 3.470 gramas foram deixados em condições completamente incompatíveis com a dignidade humana.

Enquanto soldados da FEB arriscavam suas vidas para garantir exéquias dignas até mesmo a inimigos, profissionais de saúde do IFF/Fiocruz ignoraram a breve existência desses pequenos.

A omissão diante de seus deveres éticos, profissionais e humanitários revela um preocupante grau de desumanização.

Que o exemplo de coragem, empatia e zelo daqueles jovens do Pelotão de Sepultamento da FEB possa inspirar uma reflexão profunda. Cada um daqueles 27 bebês, apesar de sua existência efêmera, carrega em si dignidade e valor intrínsecos — o mínimo que se lhes deve é o respeito em seus momentos finais, com as devidas exéquias.


Nosso site parabeniza o Jornal Gazeta do Povo e o autor do artigo. Infelizmente, o lamentável ocorrido na Fiocruz não decorre de fato isolado, mas de longo processo de desumanização protagonizado pelo marxismo cultural. Dos anos 1940 para cá, certos valores éticos e morais da sociedade brasileira mudaram consideravelmente —e para pior. O nascituro, o mais frágil ser humano, passou a ser visto por setores ideologizados como uma espécie de tumor a ser extirpado.

Eis o ponto central da questão.

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  1. […] jornada das enfermeiras da FEB e da FAB representa o maior exemplo de denodo coletivo da mulher brasileira em todo o século XX, […]

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